domingo, 28 de abril de 2013

Veio! [poema]

Na busca pela novidade, 
é a própria fome pelo inédito
que me consome em implosão:
os restos, rebeldes, se expandem;
é o universo invocado e questionado incessantemente.
E agora que veste usurpar, que voz invocar, a que perfórmance ceder?
Indagações irritam as verdades e parem problemas desconcertantes, e distúrbios são as conexões!
E dessa vez não existe grito nem choro, nem o vazio por ora valiosamente útil; apenas a morna resignação...
Então, resgatado (da esperança sem vigor) - mas ainda solícita mesmo à beira da morte -, o sorriso dos olhos chegam ao coração e ensinam aos sentidos outras formas de se mirar em face do denunciador:
o reflexo (em infinitos espelhos aversos de si) que costura outra estrutura, por meio da qual desaba
toda a sorte da felicidade, e, finalmente, sinto o peso do encontro consumado na paz dos ombros operários.
E o calor se casa com o outro calor que se diz frio, essências são produzidas, 
o silêncio assume outra versão, o braile se apresenta firme e enérgico sobre matérias em confusão de êxtase!
Fui encontrado! Na derrota, a morte me coloca ao meu alcance do raramente saboreado:
a certeza mergulhada no improvável, o brilho dos lábios de um que já foi dois em múltiplos pedacinhos.  
Nunca vi tanta beleza nas erosões sinceras que as lágrimas deixam sobre um rosto em amando e amado!
Que vontade de sentar pertinho do Sol e procurar pela Lua, mas não com meu indicador,
porque o possessivo renunciou o singular. Tenho meu feijãocomarroz! E Yellow se achega...

Por BB, Salvador-ba, 28 de abril de 2013.

Dedicado.
E escrito aos ouvidos de: http://www.youtube.com/watch?v=lWA2pjMjpBs


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