segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Por dentro, o de fora (poema)


sou casa
dos vãos, apenas últimas colunas
e a borrada lembrança da cama
do gato, restam pêlos
Sol corre tudo
vento limpa que restou
vazio de plenitude que assusta e instiga
posso cair das beiradas
e até passar do teto sem lajes
se despedaçar é o infalível
se reajuntar é ameaça avisada
formigas seguem caminho
com tantas direções, vejo árvore
pelo verso

Dió, ssa-ba, 04.01.2016

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